08 julho 2012

Resenha do livro: Memorial de Aires de Machado de Assis

Oi pessoal, eu vim aqui deixar uma resenha para vocês de Machado de Assis, eu li e adorei, confesso que no começo ele parece ser um pouco cansativo, mas depois a leitura compensa, afinal de contas é o nosso Machado de Assis, não poderia ser de outra forma.





Resenha:

"No último livro escrito por Machado de Assis, a história é narrada em primeira pessoa pelo Conselheiro Aires, um diplomata, aposentado que volta ao Rio de Janeiro e começa a narrar em uma espécie de diário sobre sua vida e suas relações com as pessoas mais próximas a ele, que são o Casal Aguiar, sua irmã viúva Rita, o Desembargador Campos e sua sobrinha viúva - Fidélia.
Conselheiro de Aires assim que vê Fidélia se encanta, dotada com grande beleza e graciosidade logo enche os olhos do conselheiro de amor, mas com falta de coragem ele não expõem seus sentimentos, pois já se encontra com sessenta e dois e Fidélia é uma moça jovem.
Conselheiro faz questão de contar todos os detalhes de sua relação com o casal Aguiar.
O casal Aguiar, são a D. Carmo - com cinquenta anos - e seu marido Aguiar- com sessenta anos. Desde jovens eles se apaixonaram e sua paixão era evidente até hoje, um completava o outro e isso era visível a única infelicidade do casal era a que eles nunca tiveram um filho. Eles então viam em Fidélia e Tristão - seu sobrinho, filho de uma amiga de D. Carmo - seus filhos.
Fidélia foi casada com Noronha - que havia falecido a dois anos - seu casamento era contra a vontade de seu pai - Barão de Santa Pia - por isso, após a morte do marido, não vendo como voltar ela passou a viver com seu Tio Campos no Rio de Janeiro.
Todos pensavam que ela nunca mais iria se casar, porém Tristão aos poucos consegue conquistar Fidélia, trazendo-a de volta a seus gostos como a música e a pintura. O romance logo agrada o casal Aguiar que apoiam o casamento esperançosos de que o casal permanceça com eles, mas suas esperanças são frustradas, porque o casal após a lua de mel em Petrópolis, voltam a Europa em Portugal onde o Tristão se canditada ao cargo de Deputado.
E assim o casal se encontra novamente sozinho, sofrendo pela ausência dos filhos postiços.
Vou colocar um trecho do livro que distingue bem isso:
“Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar . Consolava-se a saudade de si mesmos.”
Escrito após a morte de Carolina o livro mostra uma visão triste da velhice e da solidão.
No livro fica claramente evidente que a personagem " D. Carmo" seria a projeção da esposa de Machado de Assis - Carolina
." 

Gostaram? Então, caso vocês queiram baixar, vou disponibilizar o link aqui.
Beijos.

Um comentário:

  1. Opa, ainda não conhecia esse livro do Machado de Assis, já li Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas e estou interessado em ler mais do autor, e a história desse parece ser bem interessante.
    Abraços.

    http://viciadoemlivrosefilmes.blogspot.com/

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